quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um anjo mortal

Era tarde, muito tarde.
Ele estava cansado e resolveu repousar após um dia cheio.
Sonhou com algo que diria ser impossível acontecer.
Sem conseguir dormir direito, sentia-se incomodado, mas não sabia o que o incomodava naquele momento.
Era como se algo a mais fizesse parte de seu ser.
Não sentia mais tanta fome assim.
Acordou com uma sensação estranha, por incrível que pareça, de liberdade.
Olhou-se no espelho e viu o que finalmente o incomodava.
Eram suas asas.
Agora ele era um anjo, mas ainda sim era mortal.
Fez então o que sempre quis fazer: voar sem destino.
Apenas voar.


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