terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vermelho dezesseis

O vermelho tomate.
O vermelho oito letras.
O vermelho das mulheres.
O que combina ou não combina.
O licor humano.
O vermelho tirano.
O pano do toureiro.
O coração do mundo inteiro.
O vermelho que engana.
O vermelho na cama.
O vermelho fatal; sem igual
O vermelho da rua.
O vermelho da boca.
O da vergonha.
O do frio.
O vermelho dezesseis.

domingo, 25 de setembro de 2011

Por derradeiro

Vou caindo aos poucos em um lugar desconhecido.
Não tenho mais forças pra levantar.
Um dia se  esta bem, no outro não mais.
Coisas complexas que me fazem pensar em que medida está  meu nível vulcânico.
É triste o modo como são alienados e como nem sequer querem saber o que há.
Por que não consigo conter-me? Porque tudo me vem a mente em um mesmo minuto?
Quando se há de pensar, tudo vem à tona.
Meu humor é de um azul enganoso. Vivo pensando no viver, e penso que, viver uma vida não vivida é viver por derradeiro. E viver por derradeiro é não viver.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conta gotas

Inconstância que vive em mim,
Quisera que não fosse assim
Seria menos uma coisa a se pensar
Mas minha mente continua a maquinar.


Hei de tocar minha outra face
E deixarei que o vento conduza
A calmaria que repousa
Em meu ser.

Não há de ser!

Ser você para ser outro,
Ou ser outro para ser você?
Como ser um ser, sem ser?




domingo, 18 de setembro de 2011

Asas de borboleta

A borboleta voa.
Voa para longe daqui
E não mais a vi
Por entre as ruas da lagoa.

Que vida boa!

Voar sem destino
Buscando apenas sentir a liberdade
Sem preocupar-se com vaidade
ou julgamento de um cretino

Que desatino!

Calar-me-ia agora.
Pensaria outrora
Onde estás aurora?

Quedo triste aqui
Sem ver seu brilho surgir
Neste pobre lugar
Onde não há o direito de questionar.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vinte e quatro horas entre os livros

Posso enxergar palavras que não fazem parte de mim. São palavras novas que nunca havia visto antes.
Temo por outras novas que surgirão.
Gosto da alegria de estar entre tantos livros de uma só vez. São tantos títulos...uns chamam atenção pela capa, outros por estarem em lugares que não deveriam estar.
Estar onde se quer estar, é o que me faz sentir a alegria um pouco mais de perto.
Só um pouco mais de perto.
De vez em quando penso em como seria estar ali por vinte e quatro horas.
Ver pessoas com seus livros, sentadas lendo. Pessoas entrando, pessoas saindo.
Pessoas.
Ver todas as luzes se apagando e não estiver ninguém além de você. Sentir o medo ao estar tudo apagado e prever que alguma coisa há de se sentir, ao tocar nos livros que alguém já leu um dia.
Mil coisas há de se pensar.
Enquanto se pensa, o tempo voa.