segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Do abajour, Eu

Quando a noite está acabando se encontra  o que nem procurava.
Surge algo que era o saber esquecido, adormecido.
Tudo está escuro.
Mas o escuro se esvai e da luz baixa saem os pensamentos que outrora foram pensados e passados. Pensamentos de abajour que transpassam a mente de inquietação morna que retorna ao não pensar.
A luz não deve ser apagada. Não por nada; mas os reflexos na parede são bonitos...
Quando ainda está aceso, suas vivências e sonhos  ainda estão ali presentes, refletindo na parede branca, que nada encanta.
O acaso faz um caso descontraído, que ainda não foi vivido; mas que também não quer ser esquecido.



Um comentário :

  1. Zero zero zero três..
    Horas descritas enquanto a noite vai e brota do adormecido escuro a baixa luz dessas palavras. O pensamento da inquietação reflete assim, em sonbras na parede, que encanta e acena para a cena, ao descontráido que, se ao acaso, não vivido, pode ser mais facil de esquecer, ou menos belo de se dizer... abajour...

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