sábado, 14 de janeiro de 2012

Rascunho imoral

Das palavras degusto o saber
Que me faz querer adentrar o pensamento babélico
Sim
Saltei da torre mais alta
Com a canção numa das mãos
Não digo qual
Carrego minha asa quebrada
Infundada na manhã de chuvas desordenadas
Alma que bloqueia o sentir
E da fúria compactada
Quedo assim sem proferir
Milhares de fios surgiam por trás das folhas
Serão meus pensamentos antigos?
Rastejarei no último pôr-do-sol
À procura da primeira sílaba
Debruço meu corpo sobre a janela da iniquidade
Saboreando cada minuto
A vontade de ser um ser
Como se quer ser
Na rutilância de mãos rasgadas pelo vazio.

(Laís Thalles/ Paulo Sposati Ortiz)

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