domingo, 7 de outubro de 2012

No automatismo

Olhos de sangue que gritam o silêncio que arde nos raios da inconstância.
Olhos que desaparecem. E transformam. E transbordam. E transtornam.
Olhos de Édipo.

Corvos negros

Emudeço nas manhãs incertas
O calor do não querer
Não por nada
Mas por tudo
Tudo o que diz respeito a vontade de lograr os fins
Piso no piano que toca a sinfonia amarga da vida
São apenas sons coloridos
No derradeiro pensar
Apenas o heroísmo puro e descontrolado
Causador da insanidade
Como quem não quer nada
A desfaçatez caminha sobre as águas corrompidas
E as lamparinas não deixam de iluminar
O homem atroz que insiste em negar si mesmo
O delírio é uma desculpa que estabiliza o ser iníquo