sexta-feira, 24 de maio de 2013

Muros gelatinosos

Toque para escrever
As palavras são sombras da consciência 
Navego por entre os mares do Adeus
Sentimento plural singularizado
Encontros de olhares nulos
Como se o sol pudesse adoçar os ventos

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entre janelas & grama

Vontade estranha de abraçar
Vejo o sorriso largo em meio aos raios de sol do parque
Sei que é o sonho em segunda camada
Mas isso não me tira a felicidade
Serenidade que se instala no verniz ao som de cantos gregorianos
As palavras que são ditas não são verbalizadas
Não passo de verbos me meio a suas frases
Somos o que queremos ser
Quando e como queremos ser

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Até que algo desperte

Quando se fecha os olhos
Uma nuvem de verniz desaba sobre mim
É como se a poesia andasse de esquina em esquina à procura de um poeta criador
Estado de superioridade?
A questão é optar em dizer ou não
As pessoas não conhecem o lado B das coisas
Ainda continuo com minha tese
Não vejo necessidade em sorrir o tempo inteiro
Em praticar conversar enfáticas 
Em transbordar uma alegria esburacada
Palavra é energia
Não desperdiço energia
Minha alma criadora de reinos abissais
Perfura o sentimento demasiado aborrecido
Estou em pausa e permaneço nela até que algo me desperte

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um tilintar de veludo no ar

Sinto o vento gelado entrar em meus pulmões.São onze e dez e o sol deixa meus olhos pequenos.
O cabelo sempre no rosto faz eu contar quantos fios estão grudados no meu batom
Caminho por entre as entrelinhas em uma presença que já não faz diferença. Somos quem somos e o que os outros dizem que somos.