terça-feira, 30 de julho de 2013

Desejo violáceo

Escorre em seu tecido vinoso
Uma esperança obscura
Ausência que se faz em tempo de despedida
Desejo vítreo recoberto de vermute
Pinga ácido pírico que  transita na corrente sanguínea
Mentes suntuosas perfuram o hipotálamo
Jorrando apenas estigmas de eros absence.



domingo, 7 de julho de 2013

Caminhar sem dois

A solidão escorre por  entre as paredes
Água guia a alma até o ralo
O cabelo gruda no batom que borra o espelho
Sorriso laminado envolto de gargalhadas & simpatias
Um querer que não se sabe
Caminha densamente até um clarão definitivo
Onde não se pode escolher em dias de pássaro
Um aninhar em mi menor
Um alinhar sem dor
Um caminhar sem dois
Dopamina

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quando

Um acontecimento lindo
O sol se esconde
Mas depois aparece sorrindo timidamente
Coincidências me perseguem
Aproximação que se faz em despedida
Quando?
Talvez um até logo
O segredo é a corrida
Entre linhas traços e bobagens
Um toque
O abraço que se desfaz em luz maior