segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Meia-noite em São Paulo

O canto se faz em meio as brumas
Onde luzes habitam em pedras de alecrim
Somos  a pólvora que se deu num domingo de notas agudas
Enquanto Baco sussurra canções de algodão
O Sempre sempre esteve escondido como pingos de chuva 
Numa cidade que soluça a saudade

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Espectros lunares

Os pássaros cantam a urbe inflamada de pólvora
Eros que renasce em passos de quimera
Deixa estar o que se há de melhor em não dizer
Homem fumaça é engolido
O corpo degrada a cada não dito
Ser. Arte que escorre entre os muros
Poetizam as ruínas de um não ouvir
Energia se transpõe em corpos unidos
Um amor maior que não é tocado
É quando dou-me conta de que Saint-Exupéry tinha  razão
"O essencial é invisível aos olhos"

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entre cortinas & passos

Mente submersa dança sentimentos borrados
A cidade digere o amor
Corpos arrepiados
Desafios lançados
Apenas uma taça
Uma taça de vinho tinto seco
Solidão do agora que se completa em frases colombianas
A vida é tão imensa que se faz em estilhaços abruptos
Um outrém é lançado no ar
Movimento que cai como folha solta no ar
Solta o que há de animalesco