segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Quiçá as nuvens ainda sejam algodão

O calor me enfraquece
Alegria dissipada em saudade congelam seres pares
Sou algum número ímpar em meio a uma dedicatória esquizofrênica
Um novo ano está pra chegar
E parece que as coisas serão as mesmas
Encontro sem abraço demorado
Sem olhares e sem por quês
Permaneço estática
como um borrão de tinta impermeável que não escorre mais
Reciprocidade se esvai em estrelas
Será que o meu amor é mesmo meu?
Felicidade e angústia
Sinto como se fossêmos estranhos
Sem balões pra decorar
Sem sextas-feiras pra amar
Sem Domingos para enfeitar
Sem tempo pra estar
Cem dias pra raiar
O tempo 
Interrompido
O tempo
Nunca existiu 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hora de celebrar a si mesmo

Pele que descama sem querer
Lágrimas empilhadas, caídas em um amor desigual
Suspiro e nada sinto
Vazio colorido e metamórfico 
Transfigura-se em novas ondas borradas de tinta