quarta-feira, 26 de março de 2014

Quando os versos despencam

Estrelas andam caindo no asfalto duro e sem graça
Saão duras e estranhas
O brilho já se apagou
Estão imperceptíveis 
A chuva toma de conta do humor ácido de a redoma de vidro
Um querer que não é o mesmo 
Águia esguia e calorosa drapeia o coração novo
Sinto-me aquecer e congelar
Histórias não serão mais contadas os falta de vontade
A arte está suspensa
Estamos sós.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Passagem de ida

Em dias cinzentos, de chuva, ouço seus passos de pés descalços pelo piso de madeira. O frio se convida para adentrar-nos.
Em tempos de poesia de luz vermelha, fecho os olhos e embarco num sonho triste de notas agudas e uma voz que já não ouço de longe.
O sol é o nosso despertador
Quando acordo, ali está você: pedaço de ouro que lapidaram demais
Pureza se esvai em muita fumaça de um sorriso que não foi visto
A beleza é passageira
Feliz é aquele que sabe conviver com si mesmo.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Pássaro (im)par

Voar por entre os muros de concreto 
Desfazendo-se em pedaços de rosas salgadas e sangrentas

Libertar-se

Alegrias que se dissipam em tardes de olhares
É só fechar os olhos e sentir a saudade batendo em seu corpo
Como quando sentimos o calor súbito sendo quebrado por gotas geladas de misericórdia

O primeiro a tornar-se dois
Surpresa intacta
Envolta de mimos e truques