segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sem sinal

Enlouqueça na vida
Pedaço de existência que precisa ser rotulado
Ame um quadro
Pinte-se de amor
Vista a loucura

Meu coração pulsa a saudade
Estado de ausência constante
Flutuante

Pele quente
Mente fria
Noite em dia
Agonia

O tempo passa por você
Te devora
Então é melhor você devorar o tempo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Quarta sopa

De, para
Preto em forma exclama mensagem na mesa
O não estar se torna presente

A cumbuca vazia
Cheia de vento
Relembrada as nove
Transborda saudade

Por quê tão longe?

Sombra que se esconde entre os montes
Navega em guarda-chuva
Que não guarda a chuva
Nem para a água

A maré leva
Pensamentos  que sobrevoam
No seu  mar de sorriso a toa
Da lembrança  que chega em hora boa
Do nome falado
Olho marejado
Coração apertado que deseja risada
& Passos firmes na entrada

Chuva de verão
Um chá e uma canção
Amor, pele, íris
Pra amanhecer  em Arco-íris

domingo, 18 de outubro de 2015

O dia que é sempre noite

Na madrugada, o tempo corre descalço e perco uma hora
Hoje quis nadar para não ouvir
Água que leva o corpo em consciência
Turbulência insuportável
Não conseguir ficar perto
Para onde vai o que já foi descoberto?
Agonia me persegue
Quero a eternidade dos amores



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

No abraço, o invisível

Deixo a água quente escorrer
Pelo corpo de amor latente
Na consciência pura e refrescante
Você pra mim é céu em diamante

Um amor que se penso muito me dói
Coração estrela bombeia e reconstrói
altamente brilhante
Astro rei quente & constante
Adormece na terra da garoa
E somente aí nasce por sobre uma canoa

Serpentinas no ar
Fazem meus olhos lacrimejar
Encontro-me num desencontro e pensamentos
Quereria eu poder mudar seus argumentos

Tão denso e fino assim é o amor
Na espera de uma cor
Pergunto a Vós
Sentinela viva, doce e marcante
Há ainda um eu flutuante?

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Lua de amor nem fim

Há tantos lugares
Andares perdidos
Que são construídos debaixo das pontes
Fontes de corações puros
obscuros
Que traçam os caminhos
Dos vales e das flores por entre os espinhos

Adormeço e sonho
Plumas e Algodão
Ventilação
No terraço,um alazão

Ouço a voz
Mas ela não me ouve
sinto-me em veias atroz
Coração feroz
Da boca que não ouve
Da orelha que não fala
Tão vazia está a sala

Sinto-me derretendo
Coração quase que não batendo
Emaranhando-me em uma teia jasmin
Dou-te um beijo em sonho, anjo meu
Querubim

Desabafo em tinta passada para a nuvem
Soprando fuligem de letras miúdas e turvas
Caminho sem pés

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Coração Vulcão

Caminho por entre vales de amêndoas vibrantes
Enquanto meus pulmões respiram ar fresco
Minha mente não para

Quero encontrá-lo
Quero estar

Meu corpo está despedaçando
Sinto-me como um sorvete
Doce e derretido

Ainda te vejo
Ainda sinto o seu cheiro
A noite pra ti é dia
nas entrelinhas estão as alegrias
Pequenas viagens de solidão
Coração vulcão
Prestes a entrar em erupção

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cinza rua

O dia está difícil  e a cada hora que passa eu sinto a sua falta.
Os meus dias tem sido cinzentos
Até quando vou sentir essa dor aguda?
Será que o inverno nunca vai passar?
Amar dói muito
Sinto meu coração machucado como uma ferida aberta que arde feito álcool jogado em cima
Quero poder parar de soluçar
Quero apenas estar contigo
Sabendo que haverá muitos e muitos amanhãs compartilhados.
O amor está me destruindo.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Belo monte destroçado

Quero voar
Sem pássaro em alto mar
Navegar nas incertezas
Com uma certeza maior
Amor

Minha casa é de vento
Minha poesia: de pensamento
Caminho e canto outrora
Quereria eu estar contigo sem demora

Você duvida
Mas é verdadeiro
Te gosto assim meu belo amor inteiro
Você vive horas mil
E agora o que me resta é aguardente no cantil

domingo, 28 de junho de 2015

Põe-se no sol

Ouço pessoas cochichando
Um piano e mais um monte de coisas misturadas
Abro a janela e respiro o ar frio que entra
Acho que posso arrancar essas grades e observar o sol nascer

Quando fecho meus olhos posso te ver
Esperando um abraço e um beijo ao amanhecer

O travesseiro está vazio
Alto branco e macio
Esperando que um dia você volte a deitar ali

Caminhando pela rua
Ainda sinto seu cheiro
Alguém passa por mim
E a suavidade vem até mim

É como se eu estivesse perto de você
Por um momento
Se esvai meu sofrimento

Talvez eu possa respirar um pouco mais de ar frio
E não sentir em demasia o vazio

Quero poder falar muitas coisas
Mas permanecemos no mesmo lugar

Eu te quero muito bem
Sentimento que vai além
Sem perceber
Só o bem
Mesmo que partindo eu esteja em um trem

Minha alma caminha pelas nuvens
Com vinho tinto pintando orquídeas azuis
Elas não são mais das mesmas cores
Mas continuam sendo uns  amores
Sendo ainda orquídeas

Talvez eu quisesse uma dessas na minha cabeceira
Bem assim dócil e ligeira
Mas a minha planta preferida são lírios brancos
Charmosos com seus pensamentos francos

Em paisagem cor de terra translúcida
Pinto minha angústia
Com letras e versos
Funestos
Pra um dia eu me curar



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Três línguas e um café

Três línguas e um café
"Entro no mundo dos bobos
Deixo a criança saltar
E o tempo passar
As horas voam
Voam para o mundo dos sonhos
Um mundo de possibilidades
Onde podemos ser bicho
Ser natureza
Adentramo-nos em um bosque
Ouço o vento, a chuva fina
Uma orquestra repentina
Que vem de dentro
Do momento
& pinga na goteira da vida
Somos humanos de alma despida
Brindamos serenos
Pra depois abraçar uma despedida
Ou quem sabe um Até Breve!

sábado, 13 de junho de 2015

Alardido

Eu só queria não soluçar
Eu queria que essa raiva fosse embora
E que as minhas mãos não estivessem mais vermelhas e doloridas
E que você estivesse comigo
A dor continua latente
Trazendo sensação de impotência

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Seus cílios nos meus

Quero um dia poder acordar e sentir o vento bater amarelo
Abrindo e fechando os olhos
Te vento ali

O que eu vejo é o vazio das cobertas geladas
Calmaria das madrugadas
Noites desleixadas
Sucumbidas em agonia de pura maestria

Não quero mais estar
Não quero não poder olhar
Não quero dormir, acordar e você não estar

Alegria chegou de supetão
Em dois minutos se fez explosão
Logo depois disse que iria embora de avião

A poltrona estava vazia
Acinzentada seca noite e dia
Noite que é mais noite do que dia
Fuso horário que agonia

Não vejo mais o sol
Meu coração pescado foi por um anzol
Quando eu estava com as estrelas
Onde cavar ar puro e natureza?
Seus cílios piscam o tempo vencido
Éramos plural: Eu, você e o nosso amor amanhecido.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Avalanche

Hoje eu sonhei e não queria abrir mais os olhos. Fiquei deitada na cama, tentando voltar para o mesmo sonho, mas foi inútil. Eu estava cara a cara com a realidade.
Quase nunca escrevo corrido.
Corrido é o tempo que se perde quando você não está.
Você sumiu. Não responde.
O meu céu hoje é roxo.
Como a dor que habita em mim.
Escrever purifica um pouco a alma, mas não faz a dor sumir... é só um esconderijo.
Esconderijo cinzento e baixo, com pétalas azuis de uma orquídea que um dia foi bonita... que um dia embelezou e trouxe alegria para aquele cantinho pequeno e claro que eu imaginava... que eu sempre imaginava.
É tão estranho viver no singular depois de um plural intenso e bonito.
Eu queria ser mais forte, mas eu não estou conseguindo.
Eu não sei.
Te vejo muito longe, caminhando por entre uma cidade que te engole.
Deus, tende piedade de mim
As orações me falham...
As palavras surgem e desaparecem no ar.
Eu não posso chorar. Meus olhos vão ficar inchados e feios.
Até hoje os cílios mais bonitos, são os seus.
Eu estou dentro dos seus olhos e isso era tão lindo
Minha alma escorre e deixa transbordar um vermelho queimado e esquecido

domingo, 10 de maio de 2015

almejando nuvens

Em meio a chuva lá estava eu. Sozinha, sonhando para que você aparecesse na minha frente.
Mas nada aconteceu
Essa dor latente me amaldiçoa
Quero fugir, desaparecer
Desconectar-me e me conectar em você
Amanhecer em você
Não quero mais estar onde estou
Me leva daqui
Uma agulha perfura minha pele. Vejo o sangue, mas nada acontece
Você não está lá.
Quando acordo sinto raiva por ter sonhado com você.
Olho pro lado e você não está lá
Meus olhos incham e minha respiração falta.
Eu quero viver
Quero que essa dor acabe
Não importa se o mundo desabar
É com você que eu quero estar.

domingo, 26 de abril de 2015

Numerado em 36

Entorpeço-me de cores pra disfarçar o preto e branco
Quando sorrio é como se meus dentes fossem parte de um abismo
Me perco em anotações suas de algarismos
& do seu caderno, as folhas arranco

Uma lágrima cai e molha o papel
Quereria eu poder te sentir novamente
Voltar no tempo, me ver sorrir contente
Do outro lado um vendaval
Lembro de você catando as marchinhas de carnaval

O tempo passa por você
Brinca, dança, acha graça sem querer
Mas no fim, lá está você
Pregando os olhos, sem querer adormecer

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entre fronhas e penas

Quando não estou, estou dentro de mim, mergulhada em uma consciência de  fuligem
As palavras me escapam, escorrem por entre meus dedos e as vejo caindo.
Sonho que estou em um milharal, deitada no chão. Vejo algumas formigas caminharem pelo meu braço. As vezes eu acho que as formigas brotam da minha pele, não importa onde eu esteja.
Deitada ali, olho para o céu . O dia está ensolarado e eu ali, querendo voar.
Ecoando pássaros azuis, continuo a observar...

segunda-feira, 16 de março de 2015

Assinado eu

Meus olhos ardem amor
Nao levo nada além de uma dor
Teu respiro é minha cor
Quantos dias pra caminhar na plataforma sem sabor?

Outrora meu coração bate inquieto 
Quero sonhar e permanecer inerte
Meu eu num breu sem eixo nem teto 
Quantos pulmões quer que eu aperte?

Caminhando ouvindo uma canção 
Já não se faz do aço um coração 
Sua face aqui espero
Com pressa, e de modo eterno 



Estação sonial

Eu estava ali, deitada num branco totalmente branco, incandescente, enquanto, de longe, você surgia e se deitava ao meu lado.
Por muitos minutos seus olhos encontravam os meus, sua mão encontrava a minha, sua respiração era como a minha, tranqüila e quieta.
Uma estranheza de sonhar um sonho não vivido.
O mesmo sonho foi sonhado pela segunda vez.
O meu lado era o seu, e eu te olhava de cima, tão lindo e tão ali. Eu pude por um momento descansar meu corpo sobre o seu, ouvir seus batimentos, ver em seus olhos uma resistência, querer desmoronar e permanecer intacto. Seus olhos me dizem, seus olhos sorriem pra mim. Você se aproxima, me beija, e eu desperto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Cinza vazio

Preciso respirar cores 
Exalar sabores 
Te ver em mares azuis
De um dia de domingo preguiçoso
Pra eu não desintegrar
Te encontro cinza vazio
Com um buraco na face
Tudo desaparece
Anoitece 

Sentimento esquisito esse do não deixar
Te quero até o sol virar uma bolinha de gude
Amor
Amado
Te amarei até quando eu não puder mais

quinta-feira, 5 de março de 2015

Calendário eu

Eu arranquei a asa
O sangue está em toda parte
Minha alma está inflamada
Estilhaços perfuram meu abdômen 
Já não posso me curvar
Apenas fico em dançar as horas esquecidas
De outras vidas vividas
De espelhos ausentes
Descontentes
Parafraseio as notas musicais 
Em máscaras de carnavais
Que grudam na face 
E ao serem retiradas
Levam com sigo 
A pele que recobria um rosto pálido
Ácido mas doce
O que sinto
Não tenho controle sobre isso
Até parece que minha casa chama abismo 

terça-feira, 3 de março de 2015

Entre méritos

É tão estranho eu dizer meias palavras
Não sou meia pessoa
Não amo meio alguém 
As palavras te corroem por dentro
Te fazem congelar e descongelar o que quiser
Sinta a minha presença 
Sinta o meu cheiro
Você nem deve se lembrar 
Sinta as palavras grafadas na sua parede
Fortaleza esquizofrênica 
Vontade deficiente
Destino incoerente 
Podemos ser?
Amados?
Plural?
Tenho sair
Mas algo me puxa de volta ao abissal 

Turbulências de uma plataforma vítrea

Ao fechar os olhos
A escuridão aparece 
E você está ali
Sem escolher pra onde seguir
Amor derradeiro 
Te desfaz por inteiro
Ando no automático 
Permanecendo em pausa
PAUSA
Vontade de ir embora
Ir te encontrar
Em qualquer esquina de algum bar
Dançar até minha respiração ofegar
Desejar estar é pedir muito?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Soma

Tive um sonho
Apenas uma palavra
Era o que me dizia
Deitado em minha cama 
Eu o abraçava
Sentia o tecido de sua roupa 
Minha voz já rouca
Sinalizava calmaria
Alegria momentânea 
Que meu cérebro apagou
Acabou
Percepção surreal
Eu sabia que estava sonhando
Que estava vendo o que eu queria ver
A saudade perfura meu tato
E não me deixa sentir
O dia continua
Em sua face pura e crua
Deixando pra mim 
O último lírio assim

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Enquanto a lua cresce

Vou tomar um banho
Pra ver se a dor escorre pelo meu corpo e se vai
Água quente queima pensamentos
Sinto o ar úmido 
Vejo o espelho embaçar
Azulejos suar
E minh'alma não descansar
A saudade me fere
Como uma farpa no pulmão
Estilhaços brilham em minha pele 
Sou um fragmento

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Eldorado

Essa dor está me consumindo 
Sinto que perco um pouco de mim a cada dia
Pensamentos ininterruptos 
Mas ao pousar minha face no descanso 
Tudo retorna e de maneira intensa 
A falta me aniquila
E ainda sinto seu suor 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Dolorida alma cinzenta

O céu está cinza
Como o meu
Aperto o botão do automático 

Está doendo
Uma gota pinga no meu cílio
E lembro como o seu é lindo
Quereria eu estar contigo 
Sem medo, morte nem perigo
Quereria eu que o tempo gongelasse
E que aquele momento durasse muito mais
Quereria eu poder ter te observado mais
Mimado mais
Mesmo sabendo que tudo poderia se esvair
Quando eu cair
Não passarei do chão 
Mas quereria eu ser um pedaço de algodão 
E não morar na solidão 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O depois, o agora e o antes

Os dias passam
As horas permanecem congeladas
E a minha vontade de te ver aumenta

Cristais deslizam sob minha epiderme
Sem querer
Eu te conheci
Vi o bem
Te vi erguer as mãos pros céus e agradecer
Te vi sorrir
Te vi gargalhar
Te vi fazendo uma careta que eu não gostava
Eu me vi em seus olhos
Me vi em cada parte

Sinto a morte mais perto
Sonhos confusos e reais voltam
Uma criança e um machado
Eu a vi
A nossa menina
Morrendo engasgada

Se eu pudesse voltar
Não faria nada diferente
Porque mesmo em dor latente
Amor grafa essência pura permanente

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O banquete

Está doendo
Como nunca antes
Estar longe me faz abissal 
Não te ouço
Não te vejo
Não te toco 
Não te sinto 
De onde eu sempre quis sair 
É minha nova morada 
E de lá não se vê a alvorada
As cores se perderam no ar
Por que não acreditar?
Ausência perfura o pulmão 
O ar me falta
A trovoada retorna  como quem não quer nada
E desaparece querendo tudo
Dor latente
Motor vermelho  cheio de estilhaços
Amores idos, ainda são amores
Bem feitor 
Com furor 
Inacreditável é
Na sua estrada 
Os trilhos são galáxias 
Espectros de constelações 
O amor talvez uma estrela aposentada
Onde está sua luz? 
Ouça-me
O desespero enfraquece 
Não queira abraçar o mundo
Despido já está desde que nasceu
Sentinelas golpeiam-me com seus flashs de epifanias 
Agonia instaurada em algum canto 
Canto pra que os Deuses me ouçam
Permaneço parada
& Num banquete
Dionísio me serve uma taça de solidão 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Frame

Chame-me do que bem quiser, mas não nego meu amor
Negar é privar-se de muita coisa.
Olho para o lado e sinto o seu cheiro. Não é novidade
Fecho os meus olhos, e a imagem já está. Olho pro lado e sinto a trovoada em meus ouvidos como se o mundo fosse acabar. Talvez eu tenha voltado para onde eu nunca quis estar.
Pedras perfuram meus pés; olho para cima e vejo apenas nuvens sem nenhum formato. O eco é meu amigo.
Tudo é como se fosse um retrato, que não pode ser revivido.
Eu só quero que a chuva vá embora e que quando eu possa abrir meus olhos novamente, o sol esteja ali, clareando o meu espaço.
Gostaria de poder te dizer tantas coisas. Talvez a forma mais simples e a mais difícil seja essa: escrever de forma corriqueira.
Queria poder ter vivido mais, sorrido mais,viajado mais, te amado mais
Me desculpe se eu falhei.
Desculpe se eu só tenho 2 e 1

Querer demais

Estou mergulhando 
O ar me falta
Tento respirar e sinto a água no pulmão 
Está doendo 
Sinto agulhadas 
Minha cabeça está latejando e ainda não tenho sono
Lave o rosto
Penteie os cabelos 
E devore o mundo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ser ei A

Sinto como se o vento secasse meu olhos
Quando fecho os olhos  ouço uma trovoada
Painéis complexos de cores vibrantes
Despejam notas musicais dançantes
danço sob o mar
E lá fico até virar sereia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nem aqui nem lá

De todas as coisas a que eu menos gosto é do silêncio
Nem aqui nem lá se vêem frases
As palavras estão mudas
Inexatas 
E pra onde vão?

sábado, 24 de janeiro de 2015

De lá

De lá saí
De lá voltei
O tempo pinga como água em escassez 
Quereria tanto eu poder tocar-te outra vez 

Pontadas agudas finitas 
Vão e vem
Esperando além
Coisas bonitas


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Pio em arrê

Tenho a chuva na minha mão 
Posso ouvir a mesma e natural canção 
O universo toca sem pedir
Caio em mim sem medo de emergir
Sem tarefas pra cumprir
Tempo parado
Sono pesado
Dormimos como anjos caídos
Sorrisos e sussurros ao pé do ouvido
Tenho a noite pura e bela
E o nosso amor em aquarela