domingo, 26 de abril de 2015

Numerado em 36

Entorpeço-me de cores pra disfarçar o preto e branco
Quando sorrio é como se meus dentes fossem parte de um abismo
Me perco em anotações suas de algarismos
& do seu caderno, as folhas arranco

Uma lágrima cai e molha o papel
Quereria eu poder te sentir novamente
Voltar no tempo, me ver sorrir contente
Do outro lado um vendaval
Lembro de você catando as marchinhas de carnaval

O tempo passa por você
Brinca, dança, acha graça sem querer
Mas no fim, lá está você
Pregando os olhos, sem querer adormecer

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entre fronhas e penas

Quando não estou, estou dentro de mim, mergulhada em uma consciência de  fuligem
As palavras me escapam, escorrem por entre meus dedos e as vejo caindo.
Sonho que estou em um milharal, deitada no chão. Vejo algumas formigas caminharem pelo meu braço. As vezes eu acho que as formigas brotam da minha pele, não importa onde eu esteja.
Deitada ali, olho para o céu . O dia está ensolarado e eu ali, querendo voar.
Ecoando pássaros azuis, continuo a observar...