domingo, 18 de outubro de 2015

O dia que é sempre noite

Na madrugada, o tempo corre descalço e perco uma hora
Hoje quis nadar para não ouvir
Água que leva o corpo em consciência
Turbulência insuportável
Não conseguir ficar perto
Para onde vai o que já foi descoberto?
Agonia me persegue
Quero a eternidade dos amores



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

No abraço, o invisível

Deixo a água quente escorrer
Pelo corpo de amor latente
Na consciência pura e refrescante
Você pra mim é céu em diamante

Um amor que se penso muito me dói
Coração estrela bombeia e reconstrói
altamente brilhante
Astro rei quente & constante
Adormece na terra da garoa
E somente aí nasce por sobre uma canoa

Serpentinas no ar
Fazem meus olhos lacrimejar
Encontro-me num desencontro e pensamentos
Quereria eu poder mudar seus argumentos

Tão denso e fino assim é o amor
Na espera de uma cor
Pergunto a Vós
Sentinela viva, doce e marcante
Há ainda um eu flutuante?