terça-feira, 6 de dezembro de 2016

En la prisa, teclas son mejores que canetas

La oscuridad.

No habría oportunidad mejor.
Escribir con la luna mirándome.
Entre hojas y pantallas, pongo mi corazón en la boca.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Entre portas e batentes

Ela estava lá, sentada na grama; visivelmente pálida. Era meio dia e o sol já havia se escondido por entre as nuvens.
O dia estava calmo e o vento era o seu companheiro.
Vento robótico de Frankstein.
Escrevia repetidamente em seu caderno...
Vontade de permanecer. Deixar  o tempo consumir.

sábado, 23 de abril de 2016

Limbo en el astral

Submerjéndome en las aguas 
Encuentro mi otro Yo
Consciencia pausada de flores mojadas 
Que atravesan mi pecho que sangra mercurio 

Soy la despedida
Águila caída 
Burbuja del frenesí que sube y explota soledad

Oigo el cantar de los pájaros  amarillos 
Como mi  linda  y vieja jueves
En el recuerdo del carnaval contundido 

Disparo los ojos en furia 
Como la noche abraza el sol 
Que lindura 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Paralelo arco íris

Semanas sem dormir
Minha mente não para 
Lágrimas em ouvir a voz rara
Alma sentinela
Almeja vida em aquarela 
Entendo a sensação de não dormir
Seu corpo finge estar se concentrando
Mas não para de agir
Luz, cento, chuva e pensamento conectando 
Como tinta em risco &  misturada
Quereria eu não passar a noite acordada

O tempo é uma brecha
Entre janela e cílios que abre e fecha 
Tempo que se faz em dias iguais
Sem músicas atuais 

Já nem sei que tamanho é a saudade
Mas o querer é incessante 
Agonia pura e constante 
De com você devorar o mundo em sã idade

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Coração na Madeira

Respiro sem respirar
Um respiro úmido e insatisfeito 
Numa banheira quente
Minhas costelas flutuam e meu pensamento vai até você 
Meu coração sai do corpo
Anexo saudade
Grafado em negrito
Mergulho e ainda ouço o jazz de fundo.
Um mergulho de consciência de não pensar em nada além da sensação de afundar-se em água quente.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Blasé

Tudo em silêncio
Meu pensamento está guardado em uma caixa cinza
A solidão me veste de meia noite
O sol bate na janela fria
Que irradia em frestas frescas do rei amarelo
Menos quanto?
Menos muitos
A fumaça sai e o corpo treme
Te imagino em abraços quentes
Me lembro do calor 
Das bochechas vermelhas
Da pele brilhante 
Do seu cheiro entorpecendo meus sonhos
De olhos fechados a Plenitude
Um amor Aqua e vela
Um querer mil esperas
Um sonho assustado
Chorava sentinela
Me descpeço em poesia fria 
Quereria eu ver-te
Utopia

domingo, 24 de janeiro de 2016

O vazio entre abraços

Não sei lidar com despedidas.
Um pedaço de você está se desconectando.
O abraço desconectado. O beijo que beija e acaba; depois é só vazio.
O abraço que eu tenho não é o que eu queria ter.
As palavras já não são minhas.
Os dias passam e eu quando acordo ainda vejo você.
Uma visão deformada de angustia e inquietude
Um pedido de salvação em sonho
Você não pode se salvar
Fechar os olhos e não sentir.
Quando você está na guerra, o amor pode ser uma fraqueza.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Se demora

É tempo de chuva
Tempo de pensar
O vento me segue como se eu fosse um pássaro.
Os dias passam e por mais que você não queira, eles vão passar por você.
Presença de ausência me sufoca.
Não sei até quando.
Sinto meu peito arder, meu coração bater tão forte que a sensação vai subindo, ao ponto de parecer que ele vai sair pela minha nuca.
Dedos gelados, corpo verniz, coração vulcão.
Meus pés não sentem o chão.
O vento gelado bate no meu rosto, fecho os olhos e a única coisa que vejo é a sua sombra sorrindo de longe, como se eu não pudesse alcançá-la.
O amor escapa por entre meus dedos. Me olha de longe e sorri vagamente.
Espero um dia te encontrar novamente, te dar mil beijos e infinitos abraços apertados.
Inenarrável a sensação de saudade. Palavra essa, tão pequena. Palavra que não serve pra descrever o que sinto.
Amor em mil vidas
Linhas e entrelinhas
Amor em  Philia
Amor em eros
Fruto em ágape
O amor não faz doer. O que faz doer é a falta dele.