quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Coração na Madeira

Respiro sem respirar
Um respiro úmido e insatisfeito 
Numa banheira quente
Minhas costelas flutuam e meu pensamento vai até você 
Meu coração sai do corpo
Anexo saudade
Grafado em negrito
Mergulho e ainda ouço o jazz de fundo.
Um mergulho de consciência de não pensar em nada além da sensação de afundar-se em água quente.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Blasé

Tudo em silêncio
Meu pensamento está guardado em uma caixa cinza
A solidão me veste de meia noite
O sol bate na janela fria
Que irradia em frestas frescas do rei amarelo
Menos quanto?
Menos muitos
A fumaça sai e o corpo treme
Te imagino em abraços quentes
Me lembro do calor 
Das bochechas vermelhas
Da pele brilhante 
Do seu cheiro entorpecendo meus sonhos
De olhos fechados a Plenitude
Um amor Aqua e vela
Um querer mil esperas
Um sonho assustado
Chorava sentinela
Me descpeço em poesia fria 
Quereria eu ver-te
Utopia