domingo, 2 de julho de 2017

What else can I do?

Esquecer o tempo entre árvores e grama, numa risada infinita...
"Life is just a dream, lucky you, lucky, lucky me."

sexta-feira, 24 de março de 2017

Outro sobre outrém

Como pode aprender sobre alguém que é como você?
É como olhar para o seu reflexo no espelho.
O título surge em meio a criação e as palavras vão saindo sozinhas.
Essas são as vantagens de escrever em escrita corrida. Sem pensar n que está escrevendo e apenas colocar no papel ou tela o que se está pensando.
Sempre faço isso e nunca leio o que escrevo depois.
Não posso também pensar no depois, porque ele ainda não chegou.
Como se acostumar a viver em um país que não é o seu, onde a língua não é a sua?
Que estranha sonoridade essa que antes nem sabia o que era. Sentia meu coração em outra parte do meu corpo.
Agora é tão mais fácil. Não tão fácil assim, mas nos adaptamos a qualquer ambiente, não é mesmo?
A tela clareia e escurece conforme eu vou olhando para ela.
Ontem eu sonhei que estava comendo carne... Mas eu parei de comer fazem quase sete meses. Como podemos sentir gosto nos sonhos?
Minha escrita hoje está cheia de perguntas...
Quase nunca escrevo assim, corrido... Mas o meu pensamento está assim, solto.
No meio dos estudos resolvo dar uma pausa para a escrita.
Lá está você de novo.
Por que não atendeu a minha chamada? Será que estava ocupado demais?
O que realmente está no seu coração?
Por que não pode vir?
Por que começo a escrever sobre uma coisa e depois já estou falando sobre outra?
Impressionante como os pensamentos flutuam.
Cosmos. Estrelas a nos observar.
Os versos surgem do nada
Não posso controlar
Pensamentos retidos em versos
Poem ao natural
Conversa comigo mesma sem espelhos, espasmos e espaço
O meu espaço é no seu espaço
O meu espaço são em sua entrelinhas
O meu espaço são nas suas cicatrizes
Um, um braço
Outro, a perna
Como pode?
O meu espaço é o espaço que eu ocupo na sua cama
É  a música que toca na sua cabeça
É a vontade do querer
É a preguiça matinal
Eu não quero te deixar
Porque é a parte mais doída
O meu espaço flutua como algodão
Não é aqui e nem lá
O meu espaço é entre quotation marks
Neo linguagem de arquibancada
Poemas não tem tradução
Voce acha que eu não te conheço?
Às vezes me sinto feliz quando falamos em nossas línguas e fazemos disso uma brincadeira.
Sem pretensão os olhos sorriem e os sorrisos se encontram
E entre abraços e toques
Somos as fases da lua


sexta-feira, 10 de março de 2017

Latitude Consonante em fúria verniz

Quando os olhos se encontram
Conexão estabelecida de um não amor
Passagem de estado de atenção
Aflição
Reflexo em farda
Porta, janela, mesa, cadeira
Sento e descanso
Fecho os olhos e o que vejo são flores vermelhas
Que não mais exalam o frescor de uma estufa
Músicas me distraem enquanto uma pétala cai no chão
"Bem me quer"
Se me queres bem, então há de se fazer o bem
Sem pensar em outrém
Palavra
Dança de corpos
Palavra picada de entrelinhas selvagens
Em fúria, verniz.
Por quê?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De passagem no frio

É inverno, posso sentir o vento gelido entrando por debaixo do meu casaco.
Duas calças, duas blusas e um casaco, duas meias, luvas, cachecol, toca, botas... O que mais?
O que mais é realmente necessário para se manter aquecido nesse inverno?
Quando saio no frio sem luvas, é como se meus ossos estivessem doendo por dentro... queimando.
As pontas dos dedos ficam tão vermelhas, como se voce tivesse brincado com tinta e não tivesse lavado as mãos direito. É terrível tudo isso.
Essa sensação que parece que nunca vai estar quentinho suficiente.
Mas por outro lado, vem toda a beleza. Nada é doloroso o tempo todo.
Quando a neve cai, fica tão focinha...tudo é lindo e branquinho. Como a natureza é perfeita. Em cada parte dela.
As árvores ficam sem folhas. Os galhos ficam nus e congelados. A nudez da natureza é tão bonita.
Outro dia duna numa árvore e deitei em um dos galhos. Estava frio, muito frio, mas eu estava com um cachecol quentinho... Então foi menos sofrido. Fiquei ali, calada, de olhos fechados, sentindo aquele vento gelado bagunçar os meus cabelos. Era de tarde e o sol ainda estava ali, mas parecia que não iria durar tanto tempo assim. Mas eu continuei ali, observando a anatomia dos galhos, agora já sem as folhas.
Árvores velhas, anciãs. De uma textura de arranhar as mãos. Mas aí é que está a beleza. Árvore velha, gigante e bonita.
Queria er ficado mais tempo ali, mas não aguentei. não sentia mais os meus dedos. Já estavam começando a formigar. Eu não queria descer. Eu queria estar ali.
Tirei algumas fotos pra guardar de lembrança e quem sabe depois fazer um mural de polaróides em alguma parte da casa. Desta, ou da outra, ou de uma nova.,,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Fuso coração

Pisando na areia quente e fechando os meus olhos, posso sentir a brisa e o quão bom seria se estivesse ali comigo.
Mesmo não gostando de praias e nem de calor, todo lugar seria um lugar se estivesse ali.
se estivesse ali, seria diferente.
Seria sólido.
Sorrisos, danças, meu cabelo no rosto. Olhares. Gargalhadas.
Sonhei contigo um dia desses. Será que você tem a mesma sensação que a minha?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Intrépido Astral


As notas soaram e foram embora
Passarinho não canta mais pela manhã
Não te dou notícias
Pensamentos ecoam em consciência dissipada.
Discerne
diz o cerne
Diz
Diz que tem saudade?
Diz?

Quereria eu saber uma notícia sua.
Os anos passam, mas as memórias ficam grudadas na gente...
Até parece que foi ontem.
O tempo é um labirinto e você não o vê passar.