Pensamento abstrato
Guardado no retrato
De uma noite sem lua
Vejo a verdade nua
Com os pés descalços
Andando na rua
Esperando por abraços
Abraços que nunca lhe serão dados
Em meio ao caos por onde está
Onde é que ele está?
Num quebra-cabeça
à espera de que aconteça
E do que ainda virá.
Thursday, July 15, 2010
Rua de pedra e eu sem sapatos
Ando, ando, ando.
Respiro.
Corro.
Muito.
Respiro.
Respiração ofegante essa que parece não cessar.
Corro mais. Descalça. Até meus pés sangrarem, na rua de pedra.
Corro de olhos fechados. Sem pensar em quem estiver na minha frente ou ao meu lado.
Corro, corro, e corro.
Pra chegar aonde?
Nem eu sei.
Respiro.
Corro.
Muito.
Respiro.
Respiração ofegante essa que parece não cessar.
Corro mais. Descalça. Até meus pés sangrarem, na rua de pedra.
Corro de olhos fechados. Sem pensar em quem estiver na minha frente ou ao meu lado.
Corro, corro, e corro.
Pra chegar aonde?
Nem eu sei.
Monday, July 12, 2010
Desci
Eram apenas construções com umas barracas na parte da frente. Como se morassem mais de duas famílias no mesmo local, porém em casas diferentes.
Havia muita areia, tijolos, cimento.
Lá estava ele. Surpreso com minha presença.
Não poderia ficar muito tempo ali. Tinha uns compromissos depois.
Lembro que eu queria comprar um biquíni. Então, fomos até a pista e fizemos uma lotação parar:
- Com licença, será que você pode nos dar uma carona até a avenida principal? - disse num tom meio tímido.
O motorista não hesitou e disse:
- Sim.
Subimos então e nos sentamos. Eu no banco da frente e ele no banco de trás.
Chegamos.
Fui logo entrando na loja e ele ficou me esperando do lado de fora.
A vendedora mostrava-me uns com as cores do verão e os mais vendidos.
Nada me agradava.
Eu só queria um preto básico.
- Você não tem um preto básico? - perguntei a vendedora super atenciosa.
- Humm.. deixe-me ver.. Ah! Acho que encontrei um aqui..
- Posso ver?
- Claro, espere um instante.
Enquanto ela foi pegar eu dava uma olhada na loja.
Era quase toda branca e tinha um perfume bom.. como sândalo..era agradável.
- Bom, aqui está! - ela me disse.
- Ótimo.Vou levar.
A praia era bem perto e eu queria dar uma volta. Sentia a areia da praia entre os meus pés.
Sentir a suavidade da brisa. A maciez do vento me tocando suavemente.
Como aquilo tudo era bom.
Fomos depois à uma sorveteria e pedi o meu preferido. Flocos.
Voltamos à um quiosque perto da praia a lá ficamos conversando por algumas horas.
O tempo não era o mesmo. Muitas nuvens surgiram no céu. Então, a qualquer hora poderia chover.
- Vamos embora daqui? - Disse ele com um tom gentil.
- Por que?
- Porque vai chover. Olhe para o céu.
- Deixa chover!
- Bom, se você insiste mesmo em ficar aí, eu já vou indo.
- Tá.
Essa foi minha única resposta.
Ele agora já havia ido embora e eu estava lá. Olhando aquele belo mar.
Será que eu deveria pedir desculpas? Mas pedir desculpas pelo quê?
Eu não tinha feito nada de errado, tinha?
Só queria aproveitar o tempo livre que me restava. Ele deveria enteder.
Mas não entende.
Ninguém entende.
Bom, Jeff Buckley me entenderia.
Levantei e peguei um táxi até a rodoviária.Comprei a passagem de volta.
Quando se pensa em descansar, não há descanso.
O que me restara era ouvir Jeff.
Assim eu estaria melhor.
Havia muita areia, tijolos, cimento.
Lá estava ele. Surpreso com minha presença.
Não poderia ficar muito tempo ali. Tinha uns compromissos depois.
Lembro que eu queria comprar um biquíni. Então, fomos até a pista e fizemos uma lotação parar:
- Com licença, será que você pode nos dar uma carona até a avenida principal? - disse num tom meio tímido.
O motorista não hesitou e disse:
- Sim.
Subimos então e nos sentamos. Eu no banco da frente e ele no banco de trás.
Chegamos.
Fui logo entrando na loja e ele ficou me esperando do lado de fora.
A vendedora mostrava-me uns com as cores do verão e os mais vendidos.
Nada me agradava.
Eu só queria um preto básico.
- Você não tem um preto básico? - perguntei a vendedora super atenciosa.
- Humm.. deixe-me ver.. Ah! Acho que encontrei um aqui..
- Posso ver?
- Claro, espere um instante.
Enquanto ela foi pegar eu dava uma olhada na loja.
Era quase toda branca e tinha um perfume bom.. como sândalo..era agradável.
- Bom, aqui está! - ela me disse.
- Ótimo.Vou levar.
A praia era bem perto e eu queria dar uma volta. Sentia a areia da praia entre os meus pés.
Sentir a suavidade da brisa. A maciez do vento me tocando suavemente.
Como aquilo tudo era bom.
Fomos depois à uma sorveteria e pedi o meu preferido. Flocos.
Voltamos à um quiosque perto da praia a lá ficamos conversando por algumas horas.
O tempo não era o mesmo. Muitas nuvens surgiram no céu. Então, a qualquer hora poderia chover.
- Vamos embora daqui? - Disse ele com um tom gentil.
- Por que?
- Porque vai chover. Olhe para o céu.
- Deixa chover!
- Bom, se você insiste mesmo em ficar aí, eu já vou indo.
- Tá.
Essa foi minha única resposta.
Ele agora já havia ido embora e eu estava lá. Olhando aquele belo mar.
Será que eu deveria pedir desculpas? Mas pedir desculpas pelo quê?
Eu não tinha feito nada de errado, tinha?
Só queria aproveitar o tempo livre que me restava. Ele deveria enteder.
Mas não entende.
Ninguém entende.
Bom, Jeff Buckley me entenderia.
Levantei e peguei um táxi até a rodoviária.Comprei a passagem de volta.
Quando se pensa em descansar, não há descanso.
O que me restara era ouvir Jeff.
Assim eu estaria melhor.
Sunday, July 11, 2010
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