Wednesday, July 28, 2010

Friday, July 23, 2010

É muito mais

Ando na escuridão
Esperado por um feche de luz
Que não apareceu

A esperança me conduz
Na imensidão
Que ainda não se perdeu

Fico à espera na varanda
Por onde será que anda
A eterna essência
E a transparência
Que seduz
E que um dia fez parte de mim?

Thursday, July 22, 2010

Tum, tum, tum

A batida estremece
Logo então o corpo aquece
Não se recorda, mas não esquece
De tudo o que aparece

Anoitece
A batida ainda estremece
Quase que desaparece
Por um instante acontece
Aquilo que de fato não adormece

O calor domina minha espécie
O sentimento me abastece
Mas minha ira me aborrece
Meu corpo adoece
Minha alma agradece
E meu espírito adormece.

Wednesday, July 21, 2010

Olhos como fruta



Pelo simples fato da existência e de sermos mutáveis conforme o tempo, fazemos coisas sem pensar. Fazemos por que queremos e quando queremos, não nos importando com os outros. Ou importando-nos demais.
Importância.
O que muitos dão às pessoas que talvez nem sejam tão queridas assim. Mas pelo fato da aceitação. Imploram por aceitação. São outros para serem si mesmos.
Nunca estão satisfeitos com o que são. Podem até saber quem são, o que pensam, quais são os princípios, se é que existe algum princípio.
Fazem o que muitas vezes não querem fazer, mas acabam que fazendo por aceitação.
Resignação dentro de uma tribo. Tribo urbana.
Será mesmo que tudo isso é preciso?