Entre velas, dá-se o recomeço.
Vozes ecoam nos pilares de açúcar
Onde a cera derrete e pinga no chão de abelha.
A cidade está vazia
& o sino bate oito horas
Ando sem cascos nas avenidas deturpadas
Onde um mendigo sonha em tocar saxofone.
Invisibilidade transmutada negocia com os olhos do passeador
O barulho é ensurdecedor
A cidade Dopamina atravessa o sistema nervoso central
& Aniquila qualquer estado de fúria social
Wednesday, January 16, 2013
Sunday, January 13, 2013
A cidade chove e a saudade pinga como se o tempo fosse o senhor da razão.
É incrível como os lírios emudecem diante do olhar de conchas que sorriem lúgubremente.
Por que não deixar que os balões escapem?
Singular e plural que invade e explode em lágrimas.
Como será estar acordado por vinte e quatro horas, só pra te ver dormir?
Que cor será a tinta borrada que certa vez pintou a minha face?
O bilhete no sonho diz: -O amor é uma couraça atrofiada pelo depois.
É incrível como os lírios emudecem diante do olhar de conchas que sorriem lúgubremente.
Por que não deixar que os balões escapem?
Singular e plural que invade e explode em lágrimas.
Como será estar acordado por vinte e quatro horas, só pra te ver dormir?
Que cor será a tinta borrada que certa vez pintou a minha face?
O bilhete no sonho diz: -O amor é uma couraça atrofiada pelo depois.
Monday, December 17, 2012
Espectros de um plural
O tempo é tão pouco.
As horas caem como amêndoas esquizofrênicas no barco da saudade. E quando se vê são apenas lembranças guardadas dentro de uma caixa.
Sonhei com o abraço molhado dos parques de diversões; com os balões vermelhos onde sobrevoavam o Cristo Redentor e apenas sorríamos.
Sorríamos a inocência das lanternas em dias de chuva onde a reverência do pianista enlouquecia o ambiente com seu jazz encantador.
Tudo não passa de imagens e palavras sortidas dentro de um vaso chiado.
As horas caem como amêndoas esquizofrênicas no barco da saudade. E quando se vê são apenas lembranças guardadas dentro de uma caixa.
Sonhei com o abraço molhado dos parques de diversões; com os balões vermelhos onde sobrevoavam o Cristo Redentor e apenas sorríamos.
Sorríamos a inocência das lanternas em dias de chuva onde a reverência do pianista enlouquecia o ambiente com seu jazz encantador.
Tudo não passa de imagens e palavras sortidas dentro de um vaso chiado.
Sunday, October 7, 2012
No automatismo
Olhos de sangue que gritam o silêncio que arde nos raios da inconstância.
Olhos que desaparecem. E transformam. E transbordam. E transtornam.
Olhos de Édipo.
Olhos que desaparecem. E transformam. E transbordam. E transtornam.
Olhos de Édipo.
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