Tuesday, September 23, 2014

Pés dançantes

Entro em transe quando as linhas ficam dançando e me levam para um lugar onde se é palpável.
A vista cansa e então quando se olha pro lado, aquele universo é congelado por um instante e você continua ali, sentada, vendo as pessoas passarem de um lado para outro.
Pessoas se trombam na rua olhando para seus aparelhos eletrônicos.
Meus olhos retornam àquela página amarelada de grifos alaranjados. Como pode alguém ter tamanha naturalidade para decorrer sobre um assunto determinado tão bem?
Tão sucinto e tão mágico.
As imagens vão se formando ao som de uma ópera de Callas.
Um grande baile se é formado. Pés dançantes transitam por uma urbe desolada.
A pressão altera, o sol está escaldante.
Uma ópera ou som de uma sirene. Já não e sabe, o som se deixa confundir quando a percepção está sendo desviada por algum outro querer ou estado de alma.
Querer algo.
Ter vontade.
O que nos move?
O querer nos move?
Mas o que move o querer?
Um outro Querer?
Querer :  do latim "quaero, ere" , procurar, buscar, perguntar.
Querer não deixa de ser uma escolha. Quando se escolhe,  você exclui uma outra possibilidade.
"Ou isto, ou Aquilo" e por que não os dois?
Uma voz ainda ecoa. Que voz é esta, e que Eco é este?
Um som que se repete; no vazio de um ambiente inabitável.


Thursday, August 7, 2014

Quarta-feira não é quinta, nem depois da Meia-noite

Hoje o sol foi o meu despertador
Mais um ano.
Deitada na quentura dos pensamentos, Gabo me veio a cabeça.
Velhice. Curiosidade. Tédio. Renovação.
O dia me presenteia com  Diamantes, Águas Vivas, Todinhos,Potinhos! cabeleira  e sorriso grandioso da negaiada; e me golpeia com Ursos silenciados (osos).
Ligação maravilhada, de manhã e de noite.
Amigos, amigos, amizade? 
Amizade

Monday, August 4, 2014

Com a lei dos ópio

O sono vem como se não quisesse nada
Olhar entrelaçado sucumbe dimensões paralelas
Vontade de ter vontade de ser um pote
Porque no pote você toca o universo
"Imagens, imagens, sempre imagens"
Coladas ao corpo
Dissipam a existência
Espectros sensatos de uma manhã sem glória
Se esvaem
Não procure a felicidade
Seja.


Tuesday, July 15, 2014

Rabiscos de uma jangada vítrea

Páginas em branco soluçam o não dito
O silêncio congelado
Olhares incertos derretem meu pulmão
Tempo que já não é mais tempo
Novos ares
A saudade encandeia e pinta o sol de laranja
Num barco sem vela
Centauros tocam poesia que se esvai em pétalas
Imagens golpeiam-me em bases sólidas &
Dissolvem