Tuesday, July 14, 2015

Cinza rua

O dia está difícil  e a cada hora que passa eu sinto a sua falta.
Os meus dias tem sido cinzentos
Até quando vou sentir essa dor aguda?
Será que o inverno nunca vai passar?
Amar dói muito
Sinto meu coração machucado como uma ferida aberta que arde feito álcool jogado em cima
Quero poder parar de soluçar
Quero apenas estar contigo
Sabendo que haverá muitos e muitos amanhãs compartilhados.
O amor está me destruindo.

Wednesday, July 8, 2015

Belo monte destroçado

Quero voar
Sem pássaro em alto mar
Navegar nas incertezas
Com uma certeza maior
Amor

Minha casa é de vento
Minha poesia: de pensamento
Caminho e canto outrora
Quereria eu estar contigo sem demora

Você duvida
Mas é verdadeiro
Te gosto assim meu belo amor inteiro
Você vive horas mil
E agora o que me resta é aguardente no cantil

Sunday, June 28, 2015

Põe-se no sol

Ouço pessoas cochichando
Um piano e mais um monte de coisas misturadas
Abro a janela e respiro o ar frio que entra
Acho que posso arrancar essas grades e observar o sol nascer

Quando fecho meus olhos posso te ver
Esperando um abraço e um beijo ao amanhecer

O travesseiro está vazio
Alto branco e macio
Esperando que um dia você volte a deitar ali

Caminhando pela rua
Ainda sinto seu cheiro
Alguém passa por mim
E a suavidade vem até mim

É como se eu estivesse perto de você
Por um momento
Se esvai meu sofrimento

Talvez eu possa respirar um pouco mais de ar frio
E não sentir em demasia o vazio

Quero poder falar muitas coisas
Mas permanecemos no mesmo lugar

Eu te quero muito bem
Sentimento que vai além
Sem perceber
Só o bem
Mesmo que partindo eu esteja em um trem

Minha alma caminha pelas nuvens
Com vinho tinto pintando orquídeas azuis
Elas não são mais das mesmas cores
Mas continuam sendo uns  amores
Sendo ainda orquídeas

Talvez eu quisesse uma dessas na minha cabeceira
Bem assim dócil e ligeira
Mas a minha planta preferida são lírios brancos
Charmosos com seus pensamentos francos

Em paisagem cor de terra translúcida
Pinto minha angústia
Com letras e versos
Funestos
Pra um dia eu me curar



Thursday, June 25, 2015

Três línguas e um café

Três línguas e um café
"Entro no mundo dos bobos
Deixo a criança saltar
E o tempo passar
As horas voam
Voam para o mundo dos sonhos
Um mundo de possibilidades
Onde podemos ser bicho
Ser natureza
Adentramo-nos em um bosque
Ouço o vento, a chuva fina
Uma orquestra repentina
Que vem de dentro
Do momento
& pinga na goteira da vida
Somos humanos de alma despida
Brindamos serenos
Pra depois abraçar uma despedida
Ou quem sabe um Até Breve!