Thursday, March 17, 2016

Paralelo arco íris

Semanas sem dormir
Minha mente não para 
Lágrimas em ouvir a voz rara
Alma sentinela
Almeja vida em aquarela 
Entendo a sensação de não dormir
Seu corpo finge estar se concentrando
Mas não para de agir
Luz, cento, chuva e pensamento conectando 
Como tinta em risco &  misturada
Quereria eu não passar a noite acordada

O tempo é uma brecha
Entre janela e cílios que abre e fecha 
Tempo que se faz em dias iguais
Sem músicas atuais 

Já nem sei que tamanho é a saudade
Mas o querer é incessante 
Agonia pura e constante 
De com você devorar o mundo em sã idade

Wednesday, February 17, 2016

Coração na Madeira

Respiro sem respirar
Um respiro úmido e insatisfeito 
Numa banheira quente
Minhas costelas flutuam e meu pensamento vai até você 
Meu coração sai do corpo
Anexo saudade
Grafado em negrito
Mergulho e ainda ouço o jazz de fundo.
Um mergulho de consciência de não pensar em nada além da sensação de afundar-se em água quente.

Wednesday, February 10, 2016

Blasé

Tudo em silêncio
Meu pensamento está guardado em uma caixa cinza
A solidão me veste de meia noite
O sol bate na janela fria
Que irradia em frestas frescas do rei amarelo
Menos quanto?
Menos muitos
A fumaça sai e o corpo treme
Te imagino em abraços quentes
Me lembro do calor 
Das bochechas vermelhas
Da pele brilhante 
Do seu cheiro entorpecendo meus sonhos
De olhos fechados a Plenitude
Um amor Aqua e vela
Um querer mil esperas
Um sonho assustado
Chorava sentinela
Me descpeço em poesia fria 
Quereria eu ver-te
Utopia

Sunday, January 24, 2016

O vazio entre abraços

Não sei lidar com despedidas.
Um pedaço de você está se desconectando.
O abraço desconectado. O beijo que beija e acaba; depois é só vazio.
O abraço que eu tenho não é o que eu queria ter.
As palavras já não são minhas.
Os dias passam e eu quando acordo ainda vejo você.
Uma visão deformada de angustia e inquietude
Um pedido de salvação em sonho
Você não pode se salvar
Fechar os olhos e não sentir.
Quando você está na guerra, o amor pode ser uma fraqueza.