Tudo desaparece.
Nada volta como deveria ser.
De quando em vez, pego-me em sonhos que não parecem sonhos.
Sonhos descompassados.
Sonhos que vem e vão sem deixar resquícios de outrem.
Thursday, December 22, 2011
Friday, December 16, 2011
Olhos de Édipo
Olhos de sangue que gritam o silencio que arde nos raios da inconstância.
Olhos que desaparecem. E transbordam. E transformam. E transtornam.
Olhos de Édipo.
Olhos que desaparecem. E transbordam. E transformam. E transtornam.
Olhos de Édipo.
Thursday, November 24, 2011
Vida sem vida
O tempo é o abstrato derretido
Na imensidão do fazer ou não fazer
E por que há de se temer o aqui e agora?
Vambora!
Eu quero o agora no futuro
Sem pensar que outrora
Ficaria no escuro
Abjuro
Quero uma vida mais vivida
Não deixar a alegria contida
Reprimida
Deixar que ela transpareça
E jamais permaneça
Escondida numa caverna
Não mais terna
Sem ver outrora
O quão bela é uma aurora
Na imensidão do fazer ou não fazer
E por que há de se temer o aqui e agora?
Vambora!
Eu quero o agora no futuro
Sem pensar que outrora
Ficaria no escuro
Abjuro
Quero uma vida mais vivida
Não deixar a alegria contida
Reprimida
Deixar que ela transpareça
E jamais permaneça
Escondida numa caverna
Não mais terna
Sem ver outrora
O quão bela é uma aurora
Tuesday, November 8, 2011
Querer que se quer querer
Que vontade é essa que existe em mim?
Que nunca fez parte de mim, assim.
Tantas coisas a serem pensadas
Tantas coisas inacabadas
O desenho está se formando
Posso então ir andando?
Há uma força que não deixa eu ir
Pois há também o receio de partir.
A vontade e a contra vontade
Fazem de mim a inconstância.
Que repugnância!
Que severidade!
Quero um querer que não posso
Um querer que não é meu
Que não é nosso
Que não é fariseu.
Que nunca fez parte de mim, assim.
Tantas coisas a serem pensadas
Tantas coisas inacabadas
O desenho está se formando
Posso então ir andando?
Há uma força que não deixa eu ir
Pois há também o receio de partir.
A vontade e a contra vontade
Fazem de mim a inconstância.
Que repugnância!
Que severidade!
Quero um querer que não posso
Um querer que não é meu
Que não é nosso
Que não é fariseu.
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