Emudeço nas manhãs incertas
O calor do não querer
Não por nada
Mas por tudo
Tudo o que diz respeito a vontade de lograr os fins
Piso no piano que toca a sinfonia amarga da vida
São apenas sons coloridos
No derradeiro pensar
Apenas o heroísmo puro e descontrolado
Causador da insanidade
Como quem não quer nada
A desfaçatez caminha sobre as águas corrompidas
E as lamparinas não deixam de iluminar
O homem atroz que insiste em negar si mesmo
O delírio é uma desculpa que estabiliza o ser iníquo
Sunday, October 7, 2012
Thursday, July 26, 2012
Cílios afogados nas labaredas ilusórias
"Quando os olhos caem
O que resta é agonia
Samambaias passeiam entre as cortinas da derrotas
Soldados montam em rochas esqueléticas
Na fúria mundana eu sou Vênus
Estandarte que oscila entre o semear e o praguejar
Violinistas fazem a profecia na Avenida Paulista
Sou a marca de um soco inglês na sua sobrancelha
Sou o ácido nítrico que arde em seus olhos
Sou o sorriso que sangra a espinha
Sou a nódoa do paletó
Onde as bocas se enchem de violetas & rolam escada abaixo
Sou o chumbo que atravessa sua consciência
Sou o estilhaço fincado no seu hipotálamo
Sou o metal que suspende suas unhas
Sou o frenesi da tarde descompassada
Onde os pássaros deixaram sua morada
& fizeram do verniz
Caleidoscópio"
O que resta é agonia
Samambaias passeiam entre as cortinas da derrotas
Soldados montam em rochas esqueléticas
Na fúria mundana eu sou Vênus
Estandarte que oscila entre o semear e o praguejar
Violinistas fazem a profecia na Avenida Paulista
Sou a marca de um soco inglês na sua sobrancelha
Sou o ácido nítrico que arde em seus olhos
Sou o sorriso que sangra a espinha
Sou a nódoa do paletó
Onde as bocas se enchem de violetas & rolam escada abaixo
Sou o chumbo que atravessa sua consciência
Sou o estilhaço fincado no seu hipotálamo
Sou o metal que suspende suas unhas
Sou o frenesi da tarde descompassada
Onde os pássaros deixaram sua morada
& fizeram do verniz
Caleidoscópio"
Friday, February 10, 2012
Chá do sopro vermelho
Sorriso empedrado no deserto sulfuroso
Acaricia as manhãs de fevereiro- carnaval
Plumas espalham a beleza inefável
Carnívora e destrutiva
Pássaros amarelos rodeiam ampolas de morfina
E deixam engendrar no céu opaco da nudez
Guitarras que saltam do viaduto do chá
Corpos debruçados
Vozes se unificam
Veias incham o verde pálido
Formigamento esquelético da mão na barra de metal
Fragmentos de pés no asfalto
Deixam saber que a hora chegou.
Acaricia as manhãs de fevereiro- carnaval
Plumas espalham a beleza inefável
Carnívora e destrutiva
Pássaros amarelos rodeiam ampolas de morfina
E deixam engendrar no céu opaco da nudez
Guitarras que saltam do viaduto do chá
Corpos debruçados
Vozes se unificam
Veias incham o verde pálido
Formigamento esquelético da mão na barra de metal
Fragmentos de pés no asfalto
Deixam saber que a hora chegou.
Tuesday, February 7, 2012
Ao colorir insigne
Emudeço nas manhãs incertas
O calor do não querer
Não por nada
Mas por tudo
Tudo o que diz respeito a vontade de lograr os fins
Piso no piano que toca a sinfonia amarga da vida
São apenas sons coloridos
No derradeiro pensar
Apenas o heroísmo puro e descontrolado
Causador da insanidade
Como quem não quer nada
A desfaçatez caminha sobre as águas corrompidas
E as lamparinas não deixam de iluminar
O homem atroz que insiste em negar si mesmo
O delírio é uma desculpa que estabiliza o ser iníquo
E faz do mesmo possuído por algo
Pancadas nos objetos fazem da lembrança, vertigem
Corvos negros anunciam a chegada do mais além
O azul no amarelo ouro traz o preto voador
Que espanta o céu triangular do desejo suicida
E deixa a dualidade sangrar
Nas entrelinhas não pintadas do mistério
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