Sinto o chão me engolir
Os olhos perfuram a alma
& deixam escorrer o que há de mais obscuro
Respiro o abismo
Deixo estar o pensamento que pesa entre a garoa fina e o asfalto
Apenas Três segundos em que a vida te diz Olá
O Caos retorna
Na verdade ele nunca se ausentou
Estou ausente.
A ausência é como quando viramos pó
Quatro horas apenas
O tempo não é mais tempo quando se está preso
Meus pés faíscam o presente
Embebendo a alma que exala sublimação
Sunday, March 24, 2013
Friday, March 15, 2013
Verniz aos olhos
Pensamento transborda em chá de camomila
Apenas um segundo que se perde
O ar é inalado como quando a chuva molha as pétalas de um lírio
Já não se percebe o perdão que se esconde poe entre as palavras
Sou a respiração congelada
Apenas um segundo que se perde
O ar é inalado como quando a chuva molha as pétalas de um lírio
Já não se percebe o perdão que se esconde poe entre as palavras
Sou a respiração congelada
De uma metafísica ultrapassada
Sou a água quente que escorre num corpo esgotado
Sou o sino que soa a solidão
Sou a água quente que escorre num corpo esgotado
Sou o sino que soa a solidão
Sunday, March 10, 2013
Quando as memórias se esvaem
Nas esquinas aveludadas mordisco a saudade
A saudade é como quando as folhas caem no outono
Quando não se sabe o caminho de volta
& você caminha por entre as árvores infectadas de desdém
É assim que você sobrevive
Quando seus olhos já não aguentam mais arder
O fogo corrompe o que ainda resta de pureza
Sou a água que invade a avenida principal
Sou o castelo de gelo que suporta um martelo voador em seus dias inebriantes
Sou os olhos da felicidade mistificada
Por onde as pessoas passam e deixam sua alma
Sou o crânio que nele habita lírios ensandecidos de luz
Sou a corrente embutida numa imagem congelada
Onde é melhor não dizer nada ao amanhã
Caminho no asfalto que perfura meus pés
Onde prefiro matar o símbolo verde
Na dor que dá-se quando a última frase é dita.
Monday, February 25, 2013
Quando o ar dissipa
A cada sol que nasce, sinto que o amanhã é o hoje.
A cidade está vazia. Não há muitos carros na cidade, mas a chuva toma de conta.
Chove como quando o jazz ainda ecoava em nossos ouvidos.
Gotas me fazem deslizar por entre as calçadas famintas de balões vermelhos.
Por que não deixar tudo como está?
Imagem dissipada em sorrisos.
Só.
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