Thursday, January 2, 2014

Alquimia em água doce

O branco reaparece borrado com tintas vermelhas em beijos orquestrados de marfim
Sentinelas iludem as verdes bordas encarceradas da varanda em fumaça
O desenho nunca se repete
É lindo
Como um caleidoscópio em fumaça
Cores
Amores
Castos
Gastos
O arco-íris se faz em um só corpo
Solto pétalas de nudez em água doce
As cores vibram Drexler
Respiração dissipada em violão
Calmaria dá-se num mergulho de consciência
O Mundo desaparece quando os olhos se fecham em águas mansas

Monday, December 30, 2013

Quiçá as nuvens ainda sejam algodão

O calor me enfraquece
Alegria dissipada em saudade congelam seres pares
Sou algum número ímpar em meio a uma dedicatória esquizofrênica
Um novo ano está pra chegar
E parece que as coisas serão as mesmas
Encontro sem abraço demorado
Sem olhares e sem por quês
Permaneço estática
como um borrão de tinta impermeável que não escorre mais
Reciprocidade se esvai em estrelas
Será que o meu amor é mesmo meu?
Felicidade e angústia
Sinto como se fossêmos estranhos
Sem balões pra decorar
Sem sextas-feiras pra amar
Sem Domingos para enfeitar
Sem tempo pra estar
Cem dias pra raiar
O tempo 
Interrompido
O tempo
Nunca existiu 

Wednesday, December 11, 2013

Hora de celebrar a si mesmo

Pele que descama sem querer
Lágrimas empilhadas, caídas em um amor desigual
Suspiro e nada sinto
Vazio colorido e metamórfico 
Transfigura-se em novas ondas borradas de tinta

Saturday, November 9, 2013

Tempo de permear

Caminho por entre pedras e paralelepípedos
Sondando  uma presença vítrea de eros absense
Sinto-me sufocar a cada respiração
Numa naturalidade sem tamanho
Somos a flecha da liberdade