Wednesday, April 30, 2014

Linguagem vítrea

Ausência é tortura
Um sonho tão real e movediço
Sonhos. Vislumbres da realidade. Restos do cotidiano
Caminhamos os entre nossos próprios desejos
Apalpamos os sonhos que parecem nuvens
Somos a Carne que sucumbe ao por do sol que perfura a epiderme
Somos o encanto de hora polida em duetos de interfaces
Há um abismo entre o olhar é o falar
Deus,tende piedade de nós
O verde ainda permanece
Mesmo que não seja a cor preferida
Estado de consciência que transborda liberdade
Sussurros golpeiam-me a alma
Desejo de não estar
Deus, tende piedade de nós
Despedimos de nós mesmos
Pra onde vai a arte?
Arte que se quer escolher
Fazer o que se quer fazer
Emaranhado de pensares que não se dillui
Estado de corpo vítreo embebido do sangue de Dionísio 
Que se faz presente em em danças
Deus, tende piedade de nós
Somos o pó
Somos a voz aniquilada em muralhas ácidas prematuras
Deus, rogai por nós

Monday, April 7, 2014

Aunque no sea por mi

En un segundo mi alma cambia de estado sólido a gaseoso
Oigo incertezas cantando por las calles
El sonido paraliza mi olor y no puedo despertar
Mi mente esta atenta a cualquier cosa, cualquier imagen distorsionada, aniquilada
De pronto, las almohadas me sofocan
Empiezo el día temprano y estoy dentro de una cueva, sufriendo de dolor En el silencio de la sonrisa una borrasca me invita a abrazar el abismo

Wednesday, March 26, 2014

Quando os versos despencam

Estrelas andam caindo no asfalto duro e sem graça
Saão duras e estranhas
O brilho já se apagou
Estão imperceptíveis 
A chuva toma de conta do humor ácido de a redoma de vidro
Um querer que não é o mesmo 
Águia esguia e calorosa drapeia o coração novo
Sinto-me aquecer e congelar
Histórias não serão mais contadas os falta de vontade
A arte está suspensa
Estamos sós.

Wednesday, March 19, 2014

Passagem de ida

Em dias cinzentos, de chuva, ouço seus passos de pés descalços pelo piso de madeira. O frio se convida para adentrar-nos.
Em tempos de poesia de luz vermelha, fecho os olhos e embarco num sonho triste de notas agudas e uma voz que já não ouço de longe.
O sol é o nosso despertador
Quando acordo, ali está você: pedaço de ouro que lapidaram demais
Pureza se esvai em muita fumaça de um sorriso que não foi visto
A beleza é passageira
Feliz é aquele que sabe conviver com si mesmo.